Mulher de Ciclos
Pedale que o mundo gira
Cabo Frio x Macaé

À guisa de prefácio, vale avisar: organização não é o forte de Mulher de Ciclos. Nem de sua grudenta companhia que a acompanha nas suas novas aventuras.

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Assim, lá pelas 10 horas da manhã, os dois atabalhoados ciclistas ainda ultimavam seus preparativos para a cicloviagem. Ele, com mais bagagem, seguriria até Vitória, no Espírito Santo, pelo litoral. Ela, seguiria até o dia seguinte apenas, onde desse. Afinal, “qual a graça de se saber o fim da estrada, quando se parte rumo ao nada?”.

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O calor prometia. Mas não é que ele nem deu as caras? Não, impossível. Não com aquele VENTO. Não era um vento, mas um VENTO. Assim mesmo, em maiúsculas.

Muitas mirabolações para tentar driblar a volta que dariam até a Rodovia Amaral Peixoto, a BR-106, velha conhecida. A idéia era pegar um atalho pela Estrada Campos Novos, que o Google exibia como ligação de onde estavam para onde deveriam ir.

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Pena que Tio Google não dê indicações sobre áreas de risco e favelas. Chegando na esquina da estrada, foram desrecomendados a seguir por ali, pelos próprios locais. Obedeceram.

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O que foi bom, pois fizeram uma pequena pausa para visitar o “Parque Ecológico Dormitório das Garças” e fotografar. Quem acompanha o brogue, sabe: Mulher de Ciclos prometeu fotos que nunca vieram. Agora sim, em primeira mão!

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Saindo de lá, seguem para São Pedro da Aldeia, e tomam a Amaral Peixoto. E não é que Mulher de Ciclos começa a achar que está com algum problema em seu ciclo?

O da bike, é claro. Não, a velocidade não podia estar tão baixa. Não ultrapassava os 15km/h, assim como o de seu companheiro. “Será que esse vento vai até Vitória?”, zombou Mulher de Ciclos, mal sabendo que estava advinhando o que estava por vir.

Tirando o vento e o zumbido, que é tudo de que ela se lembra, não há mais registros… Ah, espere, simsimsim. A câmera salvou-se!

Escreve aí, vai...