Mulher de Ciclos
Pedale que o mundo gira
2° dia: Santa Cruz de Cabrália (BA)

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Foi preciso desmontar e montar as bikes para aliviar os rangidos e aprender a usar os alforjes. É, isso mesmo, mais trapalhadas: nem Mulher de Ciclos nem Molekão seguiram o conselho do sábio Curupas, publicado aqui no brogue (ver “Manual Informal de Cicloturismo”),  que mandava testar tudão antes…

Mas como diz o ditado “tudo gira bem quando se pedala muito” (autoria de cicloturista desconhecida, conhecida apenas por Mulher de Ciclos), saíram os dois para começar a cicloviagem de Santa Cruz de Cabrália, ao norte de Porto Seguro, onde os portugueses celebraram a 1ª missa em solo brasileiro.

Saindo de Porto Seguro, em direção a Santa Cruz de Cabrália

Percorrendo a ciclovia Litoral Norte

No caminho, uma aldeia indígena em Coroa Vermelha que veja só, não permite a entrada de… CAPACETES! Bizarro, muito bizarro! Mas isso era só o início das bizarrices, estranhezas, esquisitices e peculiaridades desse Brasil Varonil que os dois intrépidos iriam presenciar ao longo dos quase 15 dias de viagem.

Tá perto – Passando por Coroa Vermelha

Foram quase 51km de pedal, em bikes carregadíssimas (lógico que levaram coisas demais, peso demais e fome demais, cicloturistas inexperientes que são), em 3h35min (ida e volta para Porto Seguro).

Chegando de volta a Porto Seguro

Voltando ao seguro porto, os recebe na entrada da cidade uma figura estranha, conhecida por Nicolau. O Nicolau, que em poucos minutos já era amigo quase íntimo da dupla, conhecia tudão de Porto Seguro e conseguiu uma pousadinha baratinha baratinha para o pernoite.

Ali, tiveram forte suspeita que quase não usariam a barraca de camping pelo resto da viagem, já que era baixa temporada, havia pousada à rodo pelo caminho, com preços mais caídos que peito de índia velha.

Mas tudo bem, carregar barraca, isolante, travesseirinho de almofada e saco de dormir também seria divertido… Ou pelo menos até o início de uma pirambeira!

Pausa técnica nas pedaladas para perambular pela Passarela do Álcool em busca de uma canga que secasse rápido (dica da Mulher de Ciclos: NUNCA compre aquelas lindas cangas que todo mundo usa; aquilo com água e areia pesa 20kg a mais na bike depois da praia), de tecido sintético.

E claro, moqueca de peixe na panela de barro, com pirão e farofa de dendê! Tiveram uma terrível pressentimento: ao contrário do lógico, óbvio e natura, desconfiaram que retornariam mais pesados, gordinhos, rechonchudos e inchados daquela cicloviagem… Sei não, coisas da Bahia.

PARA ENTENDER: 

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Na noite do dia 9 de maio, Mulher de Ciclos e seu companheiro de aventuras – vulgo “Molekão” – partiram de avião para Porto Seguro. Objetivo: percorrer a Rota do Descobrimento, de Santa Cruz de Cabrália até Prado, na Bahia, e de lá seguir pelo litoral desse Brasilzão até o norte do Espírito Santo. A dupla teria até dia 24 de maio para a empreitada. Confira a saga completa aqui no brogue!

Escreve aí, vai...